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  Enredo 2010 - "Um Grito em favor da vida, Energia Renóvavel é a Terra preservada"

Autor do Enredo: Elson Manoel Pereira

Justificativa


Os cientistas afirmam que a energia desenvolvida no "Big Bang", a explosão primordial que originou o Universo há aproximadamente 14 bilhões de anos, é a mesma que a dos dias atuais e será a mesma no futuro.
A cada momento da história do mundo temos uma relação diferente com a energia. Nosso enredo é uma viagem pela relação entre a humanidade e a energia.
O consumo de energia no mundo, em sua grande maioria, é feita através das chamadas fontes de energias tradicionais como petróleo, carvão mineral e gás natural; essas fontes são poluentes e não-renováveis. Há controversias sobre o tempo da duração dos combustíveis fósseis, mas é certo que o mundo hoje clama por novas formas de energia que possa fazer a humanidade viver o presente, garantindo o futuro das gerações que estão por vir.
Essas novas formas de energia são chamadas de energias limpas e renováveis como biomassa, energia eólica e energia maremotriz. Os dirigentes das mais diversas nações assinaram protocolos de intenções, como o  Protocolo de Quioto que cobra de países industriais um nível menor de poluentes expelidos para a atmosfera; as energias alternativas são um novo modelo de produção de energias econômicas e saudáveis para o meio ambiente.
Mais do que uma moda, a defesa do meio ambiente através de energias renováveis e não poluentes é um grito em favor da vida e da terra; o desenvolvimento dessas energias refletem o desenvolvimento da humanidade. Partimos de mais de 400 mil anos atrás, quando o homem de Pequim usou o fogo, até a atualidade. Trazemos à tona esse longo caminho do homem desde o momento que utilizava a energia de seu próprio corpo até a pós-modernidade onde ele se percebe novamente pertencente à natureza e constata que não pode submetê-la às forças de um crescimento sem limites. A Protegidos mostra os mais diversos significados, símbolos e desejos, personagens, através dos tempos, testemunharam as transformações ocorridas no uso da energia. A Escola na avenida tem sua energia inflamada ao rufar dos tambores da Bateria que pulsa forte com o "sangue do batuqueiro" que energiza  seu coração. A Bateria é ao mesmo tempo coração da escola e corpo que vive por causa do coração de seus batuqueiros.
Nossa Escola, seguindo as leis da natureza, transforma o trabalho de sua comunidade em energia que por sua vez se transformará em alegria em toda Nego Quirido.

SEGMENTAÇÃO DO ENREDO

  1. O Big-Bang: origem de toda energia

Os cientistas afirmam que a energia desenvolvida no "Big Bang", a explosão primordial que originou o Universo há aproximadamente 14 bilhões de anos, é a mesma que a dos dias atuais e será a mesma no futuro.
A teoria afirma um dos alicerces da física, o princípio da conservação da energia, que garante que a energia total de um sistema jamais desaparece, não pode ser destruída nem surge do nada. A energia se apresenta de várias formas, que se transformam continuamente umas nas outras, mas permanece sempre constante. Parodiando o cientista francês Lavoisier: na natureza não se cria ou se perde energia, ela se transforma.

.......2. A Pré-História

O homem viveu em longos períodos no estado nômade, onde a energia que utilizava era proveniente da força muscular. O alimento consumido é transformado em energia física.
O uso do fogo, iniciado a algumas centenas de milhares de anos  pelo homem de Pequim, foi o primeiro avanço tecnológico; através da queima da madeira, o fogo fornecia luz para a escuridão e calor ao frio, além de proteger dos animais predadores, possibilitou o cozimento dos alimentos.
O uso da energia de animais multiplicou por quatro a força do homem pré-histórico; podemos dizer que é a primeira revolução energética: os chamados conversores biológicos.

........3. A história antiga

Por um longo período, incluindo as civilizações grega e romana, a energia motriz mais eficiente é a do homem.
As grandes obras do mundo antigo como os jardins suspensos da Babilônia, as Pirâmides do Egito, as Acrópoles gregas, os Aquedutos Romanos foram erguidos graças à energia humana dos escravos. Em Atenas, na Grécia, a mão-de-obra escrava correspondia a 80% da população.
Os ventos na navegação à vela foram um aproveitamento energético importante, que atingiu o seu ápice com o povo fenício no segundo milênio antes de Cristo. O mar Mediterrâneo, o mar Vermelho e o Golfo Pérsico constituíam importantes meios para o transporte marítimo de cargas na antiguidade.
Posteriormente, os gregos dominaram a navegação e o comércio nas margens do Mediterrâneo. Os gregos formam uma frota armada notável para assegurarem o acesso às rotas e portos essenciais, simbolizada pela trirreme, embarcação que combina a vela (energia eólica) com a energia de remadores escravos.
O período de 31 a.C. a 410 d.C. marca o domínio romano, o qual também dependia da Energia dos escravos (no início da era cristã havia mais de 3 milhões de escravos na península itálica). Foi utilizada a queima da madeira para fornecimento de energia em escala industrial, especialmente na fundição de metais para a produção de armas. Com isto foi desmatada a Península Ibérica. Muitas fundições romanas acabaram sendo transportadas para os países nórdicos onde a madeira ainda era abundante. Mesmo o avanço técnico em obras de engenharia, a utilização de moinhos movidos com força animal ou energia hidráulica não substituiu a grande dependência da mão-de-obra escrava. Por fim os escravos revoltavam-se e não havia como contê-los....

........4. A China antiga

A utilização da energia na China merece uma referência à parte, onde a produção por conversão da radiação solar utilizando técnicas pré-industriais adquiriu cedo formas características, principalmente pela quase total ausência da escravatura nas relações produtivas. No meio rural chinês prevaleceu o uso das energias biológicas, em especial da energia física dos homens e das mulheres.
O modelo energético chinês consegue uma alta produtividade alimentar organizada em torno do cultivo intensivo do solo com cereais de alto rendimento calórico – milhete, trigo, arroz – com safras contínuas, sistema de irrigação eficiente, uso de biomassa como lenha, palha, capim e rejeitos orgânicos, conversores animais e mecânicos (moinhos) e o trabalho humano.
A China tinha um grande desenvolvimento tecnológico, se comparada à Europa. Além do carvão vegetal ela empregava combustível fóssil (hulha) nas fundições, no cozimento de alimentos e no aquecimento doméstico desde muito antes do mundo ocidental. No século II a.C. fabricavam aço e já possuíam altos fornos.

Quando na Europa, entre 750 e 1100 d.C., são exploradas as florestas em larga escala, a China generaliza o emprego de energias fósseis para atender a crescente demanda de combustível da população, de metal para a agricultura, exércitos e Estado, e também para compensar o desflorestamento de numerosas regiões da China do Norte.
 
Na agricultura destaca-se a tração animal, com o uso de búfalos na rizicultura, bois, cavalos e mulas, sendo este recurso energético equiparável à energia humana usada intensivamente.
Durante dois milênios a China dispôs, portanto, de uma estrutura energética diversificada e a mais complexa que existiu antes da emergência do capitalismo industrial ocidental, daí o seu avanço relativo sobre as outras civilizações até o século XVII.
Apesar de numerosas crises internas ocorridas nestes dois milênios, o uso de animais, biomassa, carvão mineral, conversores mecânicos de energia, da água e do vento, tudo acrescido do trabalho humano formou um perfil energético capaz de sustentar séculos a fio uma grande civilização.

........5.A Idade Média

O uso de energia na Idade Média baseava-se nos bioconversores (lenha, tração animal) e fontes renováveis como a hidráulica e ventos. A agricultura, base da economia, usava a energia de animais como bois e cavalos, que também eram os principais meios de transporte. A lenha e o carvão vegetal eram intensamente utilizados, para cozimento de alimentos e padarias, aquecimento, olarias, forjas, manufatura de vidros.
Muito importantes foram os moinhos hidráulicos mais usados numa primeira fase, e a seguir os moinhos a vento, que representaram uma descentralização de poder no controle por engenhos pelos senhores feudais e pelo clero. Os moinhos eram largamente usados no trato de cereais – descascamento, quebra e moagem – fabricação de óleos, para acionar foles em forjas, marteletes no preparo de couros, apisoar tecidos e malhar peças de ferro, preparo de tanino para curtumes, para levantes de água, etc. Acabou se transformando no símbolo da Holanda. Representaram uma industrialização primitiva e um caminho irreversível na utilização de recursos técnicos de melhor rendimento produtivo ao homem. Marcaram o início dos empreendimentos capitalistas energéticos.
A partir do século IX inicia-se um forte crescimento populacional, renovam-se as áreas urbanas, mudam os antigos quadros sociais. Isto é favorecido pela expansão da fronteira agrícola e das melhores técnicas de cultivo e da produção agropecuária.
Nos séculos iniciais do segundo milênio d.C. principia uma mudança básica nos sistemas econômicos com a ampliação na navegação marítima pelo transporte de alto rendimento de cargas na área mediterrânea e no Mar do Norte, que desoneram os custosos transportes terrestres entre a Itália e o Mar do Norte e trouxeram novas fortunas a comerciantes.
A soma destes fatores colaborou para a mudança a um novo sistema energético. Outros fatores que ocasionaram mudanças na sociedade medieval foram os grandes descobrimentos, a Reforma e o Renascimento. Vários conhecimentos técnicos e científicos dariam sustentação a alterações nos sistemas produtivos. Exemplos significativos são a introdução nas fundições dos altos fornos operando a 1150°C na combinação ferro-carbono no início do século XIV e as caravelas com leme de popa no transporte marítimo.

........6. A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL: fruto da energia térmica

O conforto trazido pela energia
Os últimos baluartes do feudalismo na Europa foram derrubados com a Revolução Francesa, que acontecia ao mesmo tempo em que nascia a Revolução Industrial no século XVIII. A Revolução Industrial deve ser entendida como o coroamento de um grande avanço científico que se iniciou com o Renascimento, onde grandes gênios impulsionaram a ciência incorporando o método científico.

Período de profundas mudanças na Europa. A partir desta época, a Inglaterra assume a liderança do mundo moderno. Com a ampla utilização do conhecimento científico foi possível ter início a fabricação dos bens de produção e consumo em escala industrial. Teve início também à especialização da atividade econômica para a produção de bens, o que não ocorria anteriormente, onde os trabalhadores eram transferidos das atividades metalúrgicas para a agricultura e retornavam a essa sazonalmente. Houve também um grande surto de urbanização.

O aumento na produção de carvão mineral teve grandes reflexos na indústria siderúrgica inglesa. No início do século XVII a Inglaterra tinha grande dependência da importação de madeira de outros países e viu-se na contingência de reciclar-se, passando a usar o carvão mineral ao invés do vegetal. O setor metalúrgico foi montado desde o início em moldes empresariais, altamente capitalizado e provocou outras evoluções importantes com o uso da caldeira a vapor nos transportes ferroviários e na indústria.

No decorrer do século XIX a Revolução Industrial atingiu grande parte do continente europeu e dos Estados Unidos. As fontes energéticas principais eram a lenha, o carvão mineral e posteriormente a eletricidade no final do século XIX. A Eletricidade vai melhorar em muito as condições de vida da humanidade; no Brasil ela é predominantemente produzida pelas grandes hidroelétricas que transformam energia hidráulica em energia elétrica. Em meados do século XX passa a ser usado em larga escala o mais versátil dos combustíveis fósseis, o petróleo. O Brasil descobre o seu petróleo a partir da década de 30 de século XX. Em 1920, Monteiro Lobato, como adido comercial brasileiro nos Estados Unidos, acompanhou o crescimento da indústria automobilística norte-americana e entendeu a importância do petróleo para o desenvolvimento de um país. Ao voltar para o Brasil, Lobato trabalhou junto à Companhia Petróleos do Brasil fazendo prospecções na busca do ouro negro em solo brasileiro. Num debate entre o monopólio de exploração e a concessão de exploração por empresas estrangeiras, surge o movimento “o petróleo é nosso” que culminou com a criação da Petrobrás, hoje uma das maiores empresas do petróleo do mundo.

........7. O século XX: A energia atômica, para o bem e para o mal

O século XX vê nascer um Gênio da Energia: Albert Einstein. Ele desenvolve uma teoria, da relatividade, que muda as bases da física e cria condições para o desenvolvimento da energia atômica. Através de uma pequena quantidade de matéria, produz-se uma enorme quantidade de energia.
A energia nuclear é produzida pelas reações nucleares: isto é, pela fusão ou fissão de átomos que liberam uma grande quantidade de energia. Essa energia, quando controlada em reatores, pode ser utilizada pelo homem, produzindo, no entanto, muitos resíduos que é conhecido como lixo atômico. Quando não controlada, a fissão de átomos pode causar destruição em grande escala, e transforma-se numa bomba. Os casos das explosões das bombas atômicas em Nagazaki e Hiroshima, na II guerra mundial, são os casos mais conhecidos. Paradoxalmente, elas colocaram o Japão no caminho da paz e da prosperidade.

........8. As fontes de energia tradicionais

A melhoria progressiva das técnicas de combustão possibilitou a produção de quantidades cada vez maior de energia, o que também viabilizou a construção de imóveis termicamente confortáveis, sem depender exclusivamente do ciclo solar. O consumo de energia em sua grande parte (85%) é feito através de energias tradicionais como o petróleo, carvão mineral e gás natural, urânio; essas fontes são poluentes e não-renováveis, o que no futuro, serão substituídas inevitavelmente. Entretanto, o aumento excessivo do número de habitantes e a combustão de fontes não renováveis geraram o problema da poluição ambiental.
A poluição ambiental e o esgotamento das fontes energéticas não renováveis estão na base da consciência ecológica que vem crescendo no mundo desde os anos sessenta do século passado. A crise da relação do homem com a natureza vai colocar em xeque a própria ciência que perde o monopólio das respostas a todas as questões da humanidade.

........9. Um mundo pós-moderno: energia espiritual e energia pessoal

Assim, a modernidade entra em crise com sua visão de mundo desenvolvimentista a qualquer custo; as pessoas percebem a finitude da terra e de seus recursos; a natureza reclama da ação do homem sobre ela e convida-o a reintegrá-la; redescobrimos que o próprio homem é fonte de Energia: da energia das mãos, da energia positiva da mente, da energia espiritual.
Essa energia humana está presente em cada um de nós no próprio momento do nascimento: no momento em que um recém-nascido respira pela primeira vez, todas as energias do universo material e imaterial se ligam ao seu corpo. Forma-se neste instante, um padrão de energias divinas, astrais e numerologias que é único para cada indivíduo. Nessa hora, a pessoa tem traçado o seu odu termo que, no Candomblé, significa caminho ou destino.

........10. A água e os alimentos: fontes de energia para o homem e para o mundo

Uma das principais funções dos alimentos é fornecer energia ao organismo. Sem esse substrato, não existe vida, já que o cérebro necessita de glicose para realizar suas funções. E os principais alimentos fornecedores de energia (glicose) são os carboidratos.
 Os alimentos ricos em carboidratos fazem parte do grupo dos alimentos energéticos, são eles: açúcar, arroz, macarrão, pães, farinhas, batata, mandioquinha, cara, mandioca e, é claro, todos os demais produtos que utilizam em sua formulação um desses ingredientes.
Frutas e verduras também apresentam em sua constituição carboidratos, mas fazem parte do grupo dos reguladores por serem excelentes fonte de vitaminas e minerais. Os feijões, o leite e derivados, apesar de serem considerados alimentos protéicos e pertencerem ao grupo dos construtores, também apresentam em sua composição nutricional carboidratos.
A água também é fonte de energia: moinhos podem ser movidos por água corrente; as energias perdidas pelo corpo humano são repostas em parte pela água bebida; nas hidroelétricas a energia potencial é transformada em energia cinética, que por sua vez é transformada em energia elétrica por um gerador; mas não apenas isto: um bom banho de mar, de banheira ou de rio também renova nossas suas energias. Por isto hoje, mais do que nunca, a preservação de fontes de águas limpas são importantes para o homem.
Além disso, um mundo equilibrado socialmente só será alcançado quando a água pura e os alimentos chegarem a todos os lugares de nosso planeta e de nossa cidade.

........11. Um novo mundo mais durável graças à energia renovável: os Desafios para o Século XXI

Com a perspectiva de esgotamento no século XXI de importantes fontes de energia de origem fóssil, como o petróleo e o gás natural, a humanidade defronta-se com a necessidade de alterar sua matriz energética na busca de um modelo de crescimento sustentado. Soma-se a isto a complexa questão ambiental com a degradação de recursos e ambientes, a poluição e seus efeitos nocivos, os riscos no uso da energia nuclear, as desigualdades sociais e econômicas, a superpopulação entre outros. Talvez a meta seja atingir um desenvolvimento com crescimento nulo, como preconizado por entidades como o Clube de Roma na década de 1970, com o uso centralizado nas fontes renováveis de energia. A política energética está na base do planejamento econômico, juntamente com outros setores de apoio como transportes e comunicações. Somente com a melhora da qualidade de vida de toda a população haverá bem-estar.
As inovações tecnológicas e um desenvolvimento positivo dos esforços de investigação mostram que a Humanidade pode encontrar soluções para as necessidades energéticas através de fluxos inesgotáveis de energia que nos vêm do Sol, do vento, das plantas e da própria Terra. Por toda a Terra há abundância de vento forte, de Sol intenso, de plantações ricas e abundantes, chuvas fortes ou calor geotérmico.
À medida que se optar pelas energias renováveis, poder-se-à pensar na redução progressiva da utilização do carvão e do petróleo, criando novas perspectivas de futuro. Grande parte das energias renováveis e até mesmo as energias fósseis têm a sua origem primária no Sol.   O Sol fornece cerca de cem mil milhões de quilo-watts de energia à Terra cada hora que passa.
O Brasil é pródigo na possibilidade de produção de energias renováveis: temos um território que pode nos fornecer energia eólica, solar, das marés, etc. Ensinamos ao mundo como produzir a biomassa através da utilização do álcool proveniente da cana-de-açucar. O Pró-alcool é modelo mundial.
Mas não são apenas as fontes de energia que precisam mudar; nossos hábitos de vida e nossa sociedade também. Precisamos de cidades menos consumidoras de energia, onde os espaços a percorrer sejam menores; onde possamos privilegiar os deslocamentos a pé ou em transporte coletivos e não poluentes.  Precisamos de produtos mais duráveis e menos consumidores de energia; reciclar e reutilizar produtos e embalagens de forma a necessitar de menos energia para fabricação, enfim, de uma nova maneira de ver e viver no mundo.

Todos os direito reservados a Protegidos da Princesa - 2009